A FENPROF, considera que apesar de os resultados se manterem, nos diferentes domínios, alinhados com a média da OCDE, "é muito preocupante o aprofundamento das desigualdades". O sindicato dos professores aponta que os alunos mais favorecidos do ponto de vista socioeconómico e cultural pontuaram significativamente acima dos alunos menos favorecidos em todos os domínios, com desigualdades maiores em relação à média da OCDE, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
"A falta de investimento na escola pública em Portugal tem aprofundado problemas estruturais, diminuindo as respostas à recuperação de aprendizagens e contribuindo para o aprofundamento das desigualdades, nomeadamente no aumento da percentagem de alunos com 'pior desempenho'", um termo usado para designar estes alunos no relatório.
Para a FENPROF, estes dados confirmam que a escola" continua a reproduzir as desigualdades sociais, ao invés de as combater e atenuar" e que as políticas educativas dos últimos anos "não foram capazes de garantir respostas eficazes de combate às desigualdades e de promoção do sucesso para todos".
