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A escrita também é uma forma de resistência

Carolina Barata/
11/09/2026, 16h21
/
2 min
Marianna França durante a oficina "O ato político da escrita" @Carolina Barata Central Press
Marianna França durante a oficina "O ato político da escrita" @Carolina Barata Central Press

No terceiro dia do encontro internacional “Cultura é um Ato Político”, a desconstrução da escrita esteve em destaque numa oficina dedicada ao “Ato Político da Escrita”, realizada esta sexta-feira, 11 de setembro, no Pavilhão Portugal, por Marianna França, jornalista da Revista Traços.

A oficina teve como mote a desconstrução da escrita enquanto forma de preservar a essência dos personagens retratados. Ao longo da sessão, Marianna França apresentou alguns dos seus trabalhos produzidos para a Revista Traços, ligados à área da cultura, e partilhou com os participantes algumas das técnicas utilizadas na construção das suas peças jornalísticas.

A jornalista destacou a importância de “nos colocarmos no papel do personagem que estamos a retratar”, procurando mergulhar na sua história e compreender a sua realidade antes de a transformar em narrativa.

A necessidade de “conquistar o leitor na primeira linha” foi também um dos pontos abordados durante a oficina, numa reflexão sobre a forma como a escrita jornalística pode captar a atenção sem perder a essência da história que está a ser contada.

Para colocar estes princípios em prática, Marianna França realizou ainda uma atividade de escrita criativa com os participantes, desafiando-os a desconstruir a escrita sem retirar identidade ou voz às pessoas retratadas.

“Eu nunca retiro a voz original do personagem, tem que ver com essência”, afirmou a jornalista.

A oficina procurou, assim, refletir sobre a escrita não apenas enquanto ferramenta de comunicação, mas também enquanto forma de preservar histórias, identidades e diferentes formas de olhar para a realidade.

O programa do terceiro dia previa ainda a realização da oficina “Design de resistência”, conduzida por Tiago Palma, da Revista Traços. A sessão acabou, contudo, por ser adiada para uma nova data, a anunciar pelo Grupo Local da Amnistia Internacional Coimbra.

O terceiro dia de “Cultura é um Ato Político” culmina esta sexta-feira, às 21h00, com o concerto “A Memória de Liú”, pela Orquestra Clássica do Centro, no Seminário Maior de Coimbra.

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