A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve, no passado dia 10 de setembro, em cumprimento de mandados de detenção fora de flagrante delito, dois homens com 35 e 24 anos, suspeitos da prática de vários crimes de roubo consumados e na forma tentada, e de um crime de sequestro, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
Ao suspeito mais velho é imputada a prática de três crimes de roubo consumados, um crime de roubo tentado e um crime de sequestro, enquanto que ao mais novo é imputado um crime de roubo consumado, praticado em coautoria.
Os roubos, ocorridos entre os dias 11 de junho e 11 de julho de 2026, visaram lojas de venda de telemóveis, situadas em Braga e em Guimarães.
O suspeito mais velho, com exceção do último roubo, atuou sozinho, entrando nas lojas como se de um cliente normal se tratasse, para, logo em seguida, surpreender a/o funcionária/o com exibição de uma arma de fogo e, sob ameaça do seu uso, apoderar-se de quantias em numerário e de dezenas de telemóveis, avaliados, no total , em mais de uma 100 mil euros.
É ainda suspeito da prática de um outro roubo, com idêntico modus operandi, ocorrido, no passado dia 07 de setembro, na cidade da Covilhã, tendo, entretanto, sido avistado, horas mais tarde, a rondar uma outra loja de telemóveis na cidade do Porto.
Foi, essencialmente, através da realização de vigilâncias ininterruptas nas proximidades desta mesma loja que, já no dia de ontem, os inspetores PJ vieram a intercetá-lo e detê-lo.
No interior do veículo que o suspeito conduzia, e que aparcou nas proximidades da loja, com matrícula falsa, além de uma arma de fogo ilegal de calibre 9 mm., foram apreendidos outros objetos relacionados com a prática dos crimes.
O suspeito mais novo foi, entretanto, também detido, na localidade de Monção, onde reside, tendo-lhe sido apreendidos objetos que demonstram sua intervenção no único roubo em que terá participado.
Ambos foram ontem presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Guimarães, tendo ficado sujeitos à medida de coação de prisão preventiva.
