A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior registou uma reduzida adesão nos cursos das áreas de florestas e ambiente, resultando no não preenchimento de grande parte das vagas disponíveis a nível nacional, de acordo com nota de imprensa enviada pela ESAC à Central Press.
No contingente geral de acesso, todas as licenciaturas da área florestal ficaram com menos de metade das vagas preenchidas, enquanto na área do ambiente apenas dois cursos completaram a totalidade das vagas, havendo formações que não registaram qualquer aluno colocado.
Perante estes dados, o presidente da Escola Superior Agrária da Universidade Politécnica de Coimbra (ESAC), João Gândara, alertou para o paradoxo de existir escassez de candidatos nestas áreas apesar dos crescentes desafios ambientais previstos para as próximas décadas.
De acordo com o dirigente, matérias como a adaptação às alterações climáticas, a gestão de recursos florestais, o combate aos incêndios, a escassez de água, a transição energética e a economia circular exigirão profissionais qualificados para prevenir e resolver estes problemas.
João Gândara salientou ainda que estas ofertas formativas visam preparar os estudantes para as futuras exigências do mercado de trabalho, destacando domínios como o restauro de ecossistemas, a conservação da biodiversidade e a gestão sustentável.
O processo de candidaturas à segunda fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior decorre até ao dia 20 de setembro, estando a publicação dos resultados agendada para 30 de setembro.
Para garantir que os alunos colocados na segunda fase iniciam o percurso letivo em igualdade de circunstâncias relativamente aos da primeira fase, a ESAC decidiu adiar o início das aulas do primeiro ano das suas licenciaturas para o dia 28 de setembro.
