O secretário de estado das florestas, Rui Ladeira, visitou o concelho de Ourém no dia 14 de setembro para acompanhar os trabalhos de limpeza e remoção de material lenhoso decorrentes dos estragos causados pela tempestade Kristin, fenómeno que afetou mais de 32 mil hectares em 26 municípios, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A deslocação iniciou-se com uma reunião de trabalho na Junta de Freguesia de Caxarias com o presidente da Câmara Municipal, Luís Miguel Albuquerque, o vereador Rui Vital e o presidente da junta local, Sérgio Fernandes, seguindo-se uma visita ao terreno para analisar os progressos alcançados e as zonas ainda pendentes de intervenção.
No concelho de Ourém, as operações enquadradas no mecanismo OIGP 2.0 foram organizadas pela autarquia em cinco zonas prioritárias, abrangendo mais de 600 proprietários florestais que manifestaram intenção de participar. Os trabalhos dividem-se em cinco lotes, encontrando-se três em fase de execução e os restantes dois prestes a iniciar.
Em termos ambientais e preventivos, o executivo municipal realizou a desimpedição de cerca de 80 hectares de terreno público, ação orientada para a redução do risco de incêndio e para a prevenção de pragas e doenças na madeira remanescente.
O plano do Governo disponibilizou cerca de 40 milhões de euros para apoiar os municípios nas operações e definiu um incentivo financeiro entre mil e 1.500 euros por hectare para os privados que limpem mais de 25% da área das suas parcelas.
Em Ourém, 13 munícipes já receberam este valor, destacando-se o caso de António José Lopes Costa, em Gondemaria, o primeiro proprietário do concelho a beneficiar do apoio.
Em termos nacionais, a plataforma do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) regista mais de 18 mil pedidos de apoio em fase de validação.
Durante a visita, o secretário de Estado elogiou a celeridade do município na resposta à tempestade, enquanto a autarquia definiu como prioridades a manutenção do ritmo dos trabalhos até ao final do ano, a abertura dos lotes restantes e o envolvimento de mais proprietários privados na recuperação das áreas florestais afetadas.