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SPRC alerta para falta de condições e incerteza na abertura do ano letivo em Castelo Branco

Redação Central Press/
16/09/2026, 13h20
/
2 min
SPRC @SPRC
SPRC @SPRC

A Direção Distrital de Castelo Branco do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) autonomizou e analisou os dados do inquérito aplicado pela FENPROF nas primeiras semanas de setembro de 2026, abrangendo 57% dos agrupamentos e escolas não agrupadas do distrito e 29,2% a nível nacional, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A análise indica que a abertura do ano letivo prossegue marcada por carências que ultrapassam a escassez de docentes, incluindo falhas em equipamentos tecnológicos, edifícios e transportes.

No que concerne ao recrutamento para o ano letivo de 2026/2027, 25% das escolas do distrito de Castelo Branco e 31,7% a nível nacional preveem dificuldades no preenchimento de vagas. Contudo, a maioria das direções escolares declara não conseguir fazer qualquer previsão sobre a colocação integral de professores, representando 75% das respostas distritais e 59,2% do total nacional.

As dificuldades de recrutamento são atribuídas pelos diretores à perda de atratividade da carreira, aos salários, à precariedade dos horários, aos custos de habitação e deslocação e à falta de incentivos para fixar docentes no interior.

Relativamente à transição digital, 66,6% das escolas em Castelo Branco e 65,8% no plano nacional consideram o número de equipamentos informáticos insuficiente.

Apenas 16,6% das instituições do distrito e 16% do país avaliam o estado do equipamento como totalmente adequado, registando-se queixas sobre aparelhos obsoletos e redes de internet deficientes.

A adaptação das infraestruturas às alterações climáticas é apontada como outro ponto crítico, com 57,5% das escolas inquiridas no país a declararem não estar preparadas para temperaturas extremas.

No distrito de Castelo Branco, somente 25% das escolas afirmam ter condições para enfrentar o calor e 43,75% o frio, sendo a utilização de aquecedores e ventoinhas referida como solução de recurso.

A estes fatores somam-se constrangimentos nos transportes escolares, assinalados por 50% dos agrupamentos em Castelo Branco e 32% a nível nacional, resultando em tempos de deslocação superiores a 20 minutos para uma parte significativa dos estudantes.

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