Equipas da bienal nómada europeia Manifesta e da organização local Anozero reuniram-se em Coimbra para três dias de encontros introdutórios e oficinas de trabalho dedicados ao planeamento da edição colaborativa Manifesta 17 Coimbra × Anozero, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O projeto, com realização agendada para 2028, resulta de um convite dirigido pelo Município de Coimbra e pela Universidade de Coimbra à bienal internacional para estruturar um programa conjunto com o Anozero, iniciativa organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.
As ações tomam como eixos centrais o desenvolvimento urbano, cívico, cultural e ecológico da Rua da Sofia e do espaço da Baixa da cidade.
Durante a deslocação, a comitiva reuniu-se com agentes culturais e criadores das áreas das artes performativas, música e artes visuais, assim como com especialistas em arquitetura dedicados à história daquele território.
A programação integrou também o primeiro Expectation Workshop, promovido em articulação com docentes e investigadores da Universidade de Coimbra nas áreas das artes, arquitetura, ciências sociais e economia, com o objetivo de analisar as dimensões económica, social e arquitetónica da Rua da Sofia e perspetivar o seu desenvolvimento.
A delegação internacional integrou a diretora-geral da International Foundation Manifesta, Emilia van Lynden, a responsável de negócio Caroline Stanners, o membro do Conselho Fiscal Ton Tuinier e a integrante do Conselho de Supervisão Kathleen Ferrier, que preside igualmente à Comissão Nacional dos Países Baixos para a UNESCO.
O grupo manteve reuniões de trabalho com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, e a sua equipa, a fim de discutir a constituição e a missão da associação organizadora.
Os encontros assinalam o avanço de um processo apresentado formalmente em 2025, que prosseguirá até 2028 através do envolvimento progressivo de instituições, investigadores e comunidades locais.