A Guarda Nacional Republicana (GNR) fiscalizou 103 212 pessoas e efetuou 459 detenções no âmbito da fiscalização de cidadãos estrangeiros em território nacional, entre 29 de outubro de 2023 e 31 de agosto de 2026, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Durante este período, no qual passou a assegurar o controlo das fronteiras marítimas e terrestres e a fiscalização de cidadãos estrangeiros em cerca de 94% do país através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) e dos Comandos Territoriais, a força de segurança elaborou 8 670 autos de contraordenação e emitiu 1 068 notificações para abandono voluntário do território português.
Em 2024, a GNR contabilizou 25 904 pessoas fiscalizadas, 17 detenções, 2 730 autos de contraordenação e 47 notificações para abandono voluntário. No ano seguinte, as ações de fiscalização abrangeram 54 739 cidadãos, resultando em 210 detidos, 4 414 autos e 372 notificações.
Já nos primeiros oito meses de 2026, até 31 de agosto, realizaram-se 21 567 fiscalizações, registando-se um aumento das detenções para 232 e das notificações para abandono para 649, a par de 1 500 autos lavrados.
As operações incidiram maioritariamente na via pública, com 46 069 pessoas fiscalizadas, e no setor do comércio, onde se registaram 20 475 cidadãos abrangidos.
A distribuição das fiscalizações inclui ainda 11 504 intervenções na indústria, 9 615 em terminais rodoviários e estações ferroviárias, 9 462 na hotelaria e restauração, 5 238 em explorações agrícolas e 849 em lares e Instituições Particulares de Solidariedade Social.
Segundo a força de segurança, estas ações têm caráter permanente e visam controlar a permanência e os movimentos de cidadãos estrangeiros, prevenindo e combatendo o auxílio à imigração ilegal, o tráfico de seres humanos e a exploração laboral.
