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Investimento europeu de 2,61 milhões de euros coloca 671 km de cursos de água sob gestão permanente na Região de Coimbra

Redação Central Press/
25/09/2026, 10h39
/
3 min
Apresentação do projeto "LIFE LUDWIGIA" @RMC
Apresentação do projeto "LIFE LUDWIGIA" @RMC

A Região Metropolitana de Coimbra apresentou, na Praia Fluvial da Peneda, em Góis, o projeto europeu "LIFE LUDWIGIA", direcionado para a prevenção, deteção e controlo de flora invasora e para o restauro de habitats aquáticos na região, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Selecionado como o único projeto português aprovado na convocatória LIFE 2025 no domínio da Natureza e Biodiversidade, a iniciativa envolve um investimento elegível de cerca de 2,61 milhões de euros, apoiado por mais de 1,56 milhões de euros de financiamento da União Europeia.

A intervenção é coordenada pela Região Metropolitana de Coimbra, integra seis entidades beneficiárias e terá uma duração de 60 meses, com execução entre junho de 2026 e maio de 2031.

A sessão pública de apresentação contou com a participação da presidente da Região Metropolitana de Coimbra, Helena Teodósio, do secretário executivo, Jorge Brito, do presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, do diretor regional do ICNF, Paulo Farinha Luis, do administrador da ARH Centro, Nuno Bravo, e de Hélia Marchante, em representação da Universidade Politécnica de Coimbra.

A estratégia regional está estruturada em quatro eixos: prevenção, deteção precoce, controlo e restauro, prevendo a utilização de tecnologias como a recolha de ADN ambiental, a deteção remota, a informação geoespacial e a ciência cidadã para a identificação de novos focos numa fase inicial.

As operações de terreno abrangem a remoção de espécies invasoras, o acondicionamento e gestão segura da biomassa recolhida e a recuperação ecológica dos habitats através do recurso a flora nativa.

O conjunto de metas traçadas inclui a redução de 90% da área invadida até ao término do projeto, a deteção precoce de 12 focos, a proteção de cinco espécies nativas e o restauro de 25,08 quilómetros quadrados de habitats.

A intervenção permitirá colocar 671 quilómetros de cursos de água sob gestão permanente, visando fixar um modelo de atuação replicável noutros territórios da União Europeia.

Com o objetivo de assegurar uma capacidade de resposta contínua no terreno, o projeto prevê a constituição de três equipas territoriais sediadas em Soure, Tábua e Lousã, complementadas por três unidades de biossegurança, depósitos seguros para biomassa e um viveiro de flora nativa, suportados por sistemas informáticos de monitorização e gestão de dados.

A iniciativa dá continuidade ao trabalho desenvolvido pela Região Metropolitana de Coimbra no controlo de invasoras em ecossistemas aquáticos, consolidando a experiência acumulada numa estrutura permanente de intervenção articulada entre municípios, organismos públicos, meio académico e cidadãos.

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