A cidade de Coimbra acolhe, entre 10 e 30 de outubro de 2026, a 3.ª edição da Bienal de artes negras Afro-Portugal, um evento cultural que cruza artes visuais, teatro, música, literatura e pensamento crítico, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Sob o manifesto "Afro-Quê?!", a iniciativa propõe-se interrogar os rótulos e hífens identitários, abordando temáticas como a decolonialidade, o racismo e a reparação dos custos humanos do Império.
A bienal resulta da coprodução entre o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), A Escola da Noite, a Cena Lusófona e a Casa da Esquina, contando com o apoio institucional do Centro de Estudos Sociais e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, da Câmara Municipal de Coimbra e da Fundação Calouste Gulbenkian.
A programação espalha-se por diversos equipamentos culturais da cidade, incluindo o TAGV, o Teatro da Cerca de São Bernardo, a Oficina Municipal do Teatro, a Casa da Esquina, a Cena Lusófona, a Casa da Escrita e espaços comerciais na Baixa de Coimbra.
Entre as principais iniciativas destaca-se a exposição de artes visuais “O Nosso Lugar no Agora”, patente de 10 a 31 de outubro na Casa da Esquina, que reúne trabalhos de oito jovens artistas selecionados através de edital nacional e acolhe, pela primeira vez, uma residência artística dirigida a dois jovens afrodescendentes com menos de 35 anos.
Na vertente de debates e reflexão, o evento integra as 2ª Jornadas de Feminismos Africanos, organizadas em colaboração com a Faculdade de Letras e o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, dedicadas ao papel e produção de conhecimento das mulheres africanas em Portugal.
A agenda inclui também mesas-redondas sobre reparação colonial e conversas literárias com escritoras como Dina Salústio, Raquel Lima e Gisela Casimiro.
O cartaz de espetáculos e cinema contempla apresentações musicais de Karyna Gomes, performances de Carolina Varela e Jorgette Dumby, a peça de teatro "Nos tempos de Gungunhana" de Klemente Tsamba, e exibições cinematográficas de obras de Sarah Maldoror, Filipa César e Marinho Pina.