A Unidade de Acção Fiscal da Guarda Nacional Republicana participou, no dia 29 de setembro, na operação internacional “TROJA”, coordenada pela Procuradoria Europeia, no âmbito de uma investigação relacionada com suspeitas de fraude fiscal, branqueamento e associação criminosa, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Em Portugal, a ação mobilizou 14 militares e incidiu sobre os distritos do Porto e de Setúbal, onde foram executados dois mandados de busca domiciliária e uma busca não domiciliária, para além da inquirição de duas testemunhas.
Das diligências realizadas em território nacional resultou a apreensão de três telemóveis, um computador e diversa prova digital recolhida de sistemas informáticos.
A investigação de dimensão internacional, iniciada na sequência de uma denúncia do Organismo Europeu de Luta Antifraude e coordenada a partir de Colónia, na Alemanha, visou uma organização criminosa suspeita de comercializar mais de um milhão de telemóveis usados como se fossem novos.
O esquema terá provocado prejuízos estimados em pelo menos 300 milhões de euros aos consumidores e perdas superiores a 30 milhões de euros em IVA a vários Estados-Membros da União Europeia.
Segundo as autoridades, os equipamentos eram montados a partir de componentes usados em Hong Kong e nos Emirados Árabes Unidos, sendo posteriormente limpos e comercializados em plataformas online através da utilização fraudulenta do regime de tributação da margem.
No seu conjunto, a Operação “TROJA” envolveu mais de 160 buscas e apreensões em 19 países, mobilizando cerca de 1 770 elementos de forças policiais e autoridades fiscais, culminando na detenção de sete suspeitos na Áustria, Alemanha e Espanha.