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ULS Médio Tejo reforça Cuidados Domiciliários após acompanhar 437 utentes num ano

Redação Central Press/
06/10/2026, 13h30
/
3 min
ULS Médio Tejo reforça cuidados continuados em casa @ULS Médio Tejo
ULS Médio Tejo reforça cuidados continuados em casa @ULS Médio Tejo

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) está a reforçar a capacidade de resposta das suas Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), serviços direcionados para a prestação de cuidados de saúde no domicílio a pessoas em situação de dependência ou em recuperação de doença, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

No decurso de 2025, estas equipas acompanharam 437 utentes na região, valor que corresponde a 37,8% do total de cidadãos abrangidos pelas diferentes valências da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) naquela ULS.

O plano de investimento contempla a atribuição de novas viaturas e equipamentos às ECCI dos concelhos de Sardoal e Mação, mediante uma verba de 50 mil euros financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Este reforço logístico visa facilitar as deslocações dos profissionais às habitações dos doentes em territórios caracterizados pela dispersão populacional.

Em paralelo, a ECCI de Almourol integra um projeto-piloto de âmbito nacional composto por seis enfermeiros dedicados exclusivamente ao acompanhamento domiciliário, com capacidade para prestar assistência simultânea a 30 utentes nos concelhos de Vila Nova da Barquinha, Constância e Entroncamento.

As equipas atuam no âmbito das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e direcionam-se a doentes que recuperam de acidentes vasculares cerebrais, fraturas ou cirurgias, além do tratamento de feridas crónicas e do acompanhamento na perda de autonomia.

A intervenção assenta em planos individuais de cuidados que envolvem enfermagem, apoio médico, reabilitação e assistência social, integrando também a capacitação de familiares e cuidadores informais para a prestação de cuidados diários.

A referenciação e integração dos utentes neste modelo são avaliadas por profissionais de saúde e geridas em articulação com as equipas de coordenação da rede.

Segundo a enfermeira diretora da ULS Médio Tejo, Piedade Pinto, a assistência no domicílio favorece a recuperação da autonomia no ambiente próprio do doente, permitindo diagnosticar necessidades diárias e instruir os cuidadores.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, enquadrou a medida na estratégia de garantir a equidade no acesso aos cuidados de saúde, independentemente do local de residência ou das limitações de mobilidade dos utentes.

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