O Município das Caldas da Rainha recebeu três distinções na 7.ª edição do Prémio Autarquia do Ano, iniciativa que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, durante a realização do 3.º Local Summit, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O evento, promovido pelo Lisbon Awards Group em parceria com o jornal digital ECO, premeia boas práticas e projetos inovadores de âmbito autárquico a nível nacional. A sessão de encerramento da cerimónia contou com a intervenção do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro de Almeida.
No âmbito ambiental, integrado na categoria de Ecologia, o Gabinete de Ambiente, Espaços Verdes e Paisagem Natural da autarquia viu reconhecidas duas candidaturas.
Na subcategoria de Reciclagem e Gestão de Resíduos, o prémio foi atribuído ao projeto-piloto "BioRainha", focado em soluções de compostagem doméstica, comunitária e institucional que já contam com a formação de mais de 200 participantes.
Associada a esta estratégia, a primeira ilha ecológica do concelho, situada na Praceta Infante D. Henrique, valorizou mais de 5,5 toneladas de biorresíduos ao longo de oito meses, articulando-se ainda com uma investigação focada na utilização de micélios na Mata Rainha D. Leonor para a transformação de podas vegetais em composto e cogumelos.
Na subcategoria de Proteção e Conservação da Biodiversidade, a distinção coube ao projeto "CaSuLO", desenvolvido em parceria com o MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, com o suporte do Município de Óbidos, da Associação de Pescadores e Mariscadores da Lagoa de Óbidos e da Associação PATO.
A intervenção procura articular a preservação das pradarias marinhas com a atividade piscatória local na Lagoa de Óbidos, tendo já estruturado a visão para o futuro Plano Estratégico para a Sustentabilidade da Lagoa.
Por outro lado, na categoria de Economia – Inovação e Tecnologia, foi premiado o "Bairro Comercial Caldas da Rainh@", iniciativa dinamizada por um consórcio constituído pelo Município, pela ACCCRO e pela AIRO, enquadrada no Plano de Recuperação e Resiliência.
O projeto permitiu a criação de um marketplace local, o lançamento de uma aplicação móvel com mais de duas centenas de empresas registadas, a integração de ferramentas de geoanalytics e a instalação de cacifos inteligentes para apoio ao comércio tradicional.
