O processo de salvaguarda da tradição do “Bodo em Honra do Mártir São Sebastião da Lardosa” registou um avanço com a abertura da fase de consulta pública tendo em vista a sua inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O período de participação pública tem a duração de 30 dias e iniciou-se a 7 de outubro, com a publicação do respetivo anúncio formal em Diário da República.
Celebrado anualmente no sábado mais próximo do dia 19 de janeiro, o Bodo da Lardosa constitui uma festividade comunitária de origem secular, cuja celebração se centra na bênção, na partilha alimentar e no tradicional desfile com distribuição de coscoréis.
A tradição oral atribui a origem da manifestação a um voto de agradecimento a São Sebastião por ter livrado a povoação de pragas de gafanhotos que afetaram a agricultura local entre os séculos XVIII e XIX.
A propósito deste procedimento, o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, sublinhou que a autarquia reconhece a festividade como elemento integrante da identidade coletiva do concelho, pretendendo prestar tributo ao trabalho da comunidade e das comissões de festeiros.
As ações autárquicas de apoio a esta tradição têm incluído a requalificação do Largo dos Olivais — com a integração de um mural evocativo —, a dinamização de exposições e palestras no Posto de Turismo e a promoção dos coscoréis em certames internacionais do setor turístico, como a BTL e a FITUR Madrid.
Após a conclusão da consulta pública, o organismo Património Cultural, I.P. dispõe de um prazo legal de 120 dias para emitir a decisão final quanto à formalização da inscrição da tradição no inventário nacional.