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15º Congresso da UGT reúne na Figueira da Foz e exige revisão do acordo salarial ao Governo

Redação Central Press/
11/10/2026, 12h03
/
3 min
15º Congresso da UGT @CM Figueira da Foz
15º Congresso da UGT @CM Figueira da Foz

O 15º Congresso da União Geral de Trabalhadores (UGT) arrancou no sábado no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz, reunindo dirigentes sindicais e representantes institucionais para definir a linha de orientação e a estratégia da central para o mandato 2026-2030, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Sob o lema "Juntos por um Futuro mais Justo", o encontro decorre até domingo, 11 de outubro, centrado nos desafios do mundo do trabalho, no impacto da Inteligência Artificial no emprego e no reforço da concertação social.

Na sessão de abertura, a presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, destacou a organização como um pilar da democracia assente no pluralismo, evocando os legados de Mário Soares e Francisco Sá Carneiro.

A cerimónia contou com a participação do presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, que assinalou a relevância de acolher o evento no município, e da ministra do Trabalho, que abordou a disponibilidade do executivo para negociar e prevenir sobressaltos perante a transição digital.

O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, defendeu na sua intervenção que o Governo e as associações patronais devem ser vistos como parceiros na construção de melhores condições de vida e de trabalho.

O dirigente reafirmou o compromisso com a valorização do trabalho, o reforço dos direitos e a redução das desigualdades, lançando um apelo direto ao primeiro-ministro para que se sente à mesa com a central sindical com vista à revisão do acordo sobre salários e rendimentos.

Mário Mourão enfatizou que a concertação social tem de constituir um espaço efetivo de negociação e compromisso, afirmando que a concertação não pode ser silêncio.

A jornada inicial incluiu uma homenagem aos dirigentes e trabalhadores da central falecidos desde o último congresso, mensagens de solidariedade de centrais sindicais congéneres da Europa e da América do Norte e um momento cultural protagonizado por Joana Vilarinho.

Os trabalhos encerram este domingo com a consolidação do programa de ação para os próximos quatro anos.

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