O Município de Coimbra foi selecionado para integrar a segunda edição da Bloomberg LSE European City Leadership Initiative, um programa de nove meses dirigido a autarcas e equipas municipais de cidades europeias. A presidente da Câmara Municipal, Ana Abrunhosa, participa na iniciativa, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
Entre as cidades portuguesas participantes encontram-se também Porto, Matosinhos e Guimarães. O programa começou com uma reunião presencial dos autarcas participantes, realizada em Londres, seguindo-se trabalho ao longo dos próximos meses com as respetivas equipas municipais.
A iniciativa é liderada pela Bloomberg Philanthropies com a London School of Economics and Political Science (LSE), desenvolvida pela LSE Cities em colaboração com a Hertie School, em Berlim. O programa procura dotar autarcas e dirigentes municipais de conhecimento e ferramentas para enfrentar problemas complexos, modernizar serviços, reforçar o funcionamento das organizações e melhorar a vida dos cidadãos.
Com esta segunda edição, a iniciativa passa a contar com autarcas e responsáveis municipais de 25 países europeus, representando cidades onde vivem mais de 33 milhões de pessoas.
Coimbra identificou como primeira prioridade a transformação do território através de um modelo integrado de planeamento urbano inclusivo e mobilidade sustentável. A abordagem articula habitação, mobilidade, espaço público, regeneração urbana e sustentabilidade ambiental, tendo como elementos centrais o Sistema de Mobilidade do Mondego, a revisão do Plano Diretor Municipal, a promoção de habitação acessível, a intermodalidade, as redes pedonal e ciclável e a valorização das margens do Mondego.
O objetivo é utilizar a mobilidade sustentável como motor de transformação urbana, promovendo uma cidade mais humana, conectada e acessível, com maior capacidade para articular habitação, espaço público e qualidade de vida.
A segunda prioridade centra-se na criação da Agência GoCoimbra como plataforma de coordenação económica e atração de investimento. A estratégia pretende aproximar universidade, empresas, centros de investigação, investidores e políticas públicas, valorizando o conhecimento como ativo económico e reforçando setores de elevado valor acrescentado, como a saúde e biotecnologia, tecnologias digitais, aeronáutica e tecnologias verdes, com o objetivo de atrair investimento, criar emprego qualificado e reter talento.
