A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, em estreita articulação com a Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, deteve, na cidade de Lisboa, dois homens 25 e 38 anos, suspeitos de integraram um grupo criminoso que, nos últimos meses, se vinha dedicando à prática de diversos crimes violentos com recurso a armas de fogo, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
Os crimes em investigação ocorreram nas zonas de Lisboa e de Leiria, entre junho e outubro deste ano.
Estão em investigação crimes de abuso de confiança agravado, roubo agravado, detenção de arma proibida, falsificação de documentos e associação criminosa.
Os suspeitos alugavam viaturas não procedendo à sua entrega. Ao invés, para poderem continuar a usufruir das mesmas, colocavam placas de matrícula diferentes, mas de viaturas idênticas. Outras viaturas usadas foram roubadas em plena via pública, com recurso a armas de fogo, consubstanciando o que é policialmente conhecido por carjaking.
Os suspeitos usavam essencialmente vestuário escuro e acessórios adequados para ocultar as feições, bem como luvas.
Em inquéritos a cargo do Departamento de Investigação Criminal de Leiria estão indiciados pelos crimes de roubo agravado e associação criminosa, na sequência de um carjaking (na forma tentada, em Monte Redondo), de um roubo numa instituição de crédito na cidade de Leiria e ainda numa ourivesaria em Caranguejeira.
Em inquéritos a cargo da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo estão indiciados pela prática de, pelo menos um crime de roubo agravado na via pública e de um carjaking (na forma tentada), ocorrido no passado dia 11 de outubro, bem como de um roubo agravado a uma loja de conveniência, cujas imagens foram amplamente divulgadas nas redes sociais.
Na área metropolitana de Lisboa, os suspeitos estão ainda referenciados pela prática de outros crimes idênticos, prosseguindo a investigação.
A Polícia Judiciária está convicta de ter desmantelado um grupo criminoso que, dada a violência das suas atuações, vinha criando receio e alarme social generalizado.
Os dois suspeitos têm moradas temporárias, há alguns anos, na zona metropolitana de Lisboa e também em Leiria, por forma a não serrem controlados pelas autoridades.
Os detidos vão ser presentes à autoridade judiciária competente para aplicação das medidas de coação.
