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PCP de Coimbra critica processo de audições sobre rede municipal de transportes

Redação Central Press/
15/10/2026, 09h03
/
3 min
Partido Comunista Português @PCP
Partido Comunista Português @PCP

A Comissão Concelhia de Coimbra do PCP critica o processo de audições públicas sobre a proposta de reestruturação da rede municipal de transportes, considerando que as condições de participação limitam o debate e o envolvimento da população, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

Em comunicado, os comunistas contestam o anúncio das sessões com pouca antecedência, a exigência de inscrição prévia e a falta de acesso antecipado às propostas em discussão. Na sua perspetiva, estas condições dificultam a análise das alterações e a tomada de posição por parte dos munícipes e das organizações locais.

O PCP considera ainda que as mudanças introduzidas na rede de transportes, nomeadamente na sequência do condicionamento da circulação na Rua da Sofia, deveriam ter sido precedidas de um processo de participação pública. A comissão concelhia questiona, por isso, a realização das audições numa fase em que já foram implementadas alterações.

A estrutura partidária aponta também para o impacto que a reorganização poderá ter nos custos e nos tempos de viagem. Segundo o PCP, a eliminação de percursos considerados redundantes poderá retirar das linhas dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) alguns dos trajetos mais rentáveis, aumentando os transbordos e os custos suportados pelos passageiros.

O partido manifesta ainda preocupação com possíveis reduções da oferta nas zonas periféricas, bem como com alterações de percursos e eliminação de paragens. A comissão refere que têm surgido preocupações nesse sentido, nomeadamente em Cernache, embora não identifique medidas concretas já confirmadas para essa localidade.

O PCP considera que a evolução da rede representa um risco de enfraquecimento dos SMTUC, empresa municipal com mais de um século de existência, e reafirma a sua defesa da manutenção do serviço público de transportes.

No comunicado, a comissão concelhia acusa a Câmara Municipal de promover um processo de participação que considera pouco efetivo e defende que as audições não devem servir apenas para apresentar decisões já tomadas, mas permitir uma discussão real sobre o futuro da mobilidade no concelho.

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