O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) manifestou solidariedade à Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG-AAC) e condenou a entrada não consentida de deputadas do Chega nas instalações da estrutura estudantil, considerando que o episódio representa um desrespeito pela autonomia associativa, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Em comunicado, o sindicato defende que a sede da Associação Académica de Coimbra não é um espaço de acesso público indiscriminado e que cabe à organização decidir sobre a utilização das suas instalações e a entrada de pessoas no espaço.
O SPRC considera que o mandato parlamentar não confere privilégios que permitam contrariar essas decisões e sustenta que o pluralismo democrático deve assentar no diálogo, no confronto de ideias e no respeito pelas organizações representativas.
O sindicato classifica o episódio como merecedor de "firme condenação" e alerta para o que considera serem tentativas de condicionamento ou ingerência política nas organizações estudantis, sindicais e associativas.
No comunicado, o SPRC compara ainda este tipo de ações às práticas de "milícias fascistas", acusando os seus responsáveis de intolerância perante quem não partilha a mesma ideologia.
A estrutura sindical reafirma, por fim, a sua solidariedade à Direção-Geral da AAC e defende o respeito pela autonomia das organizações, pela liberdade de associação e pelo direito de cada instituição a decidir sobre as suas próprias instalações.