A oitava edição do Ciclo de Órgão de Tubos de Santa Maria da Feira decorre entre 6 e 29 de novembro, com seis concertos e uma masterclasse de improvisação em igrejas e capelas do concelho. A programação cruza música antiga, repertório erudito, bandas sonoras e improvisação, com destaque para a participação do organista francês Baptiste-Florian Marle-Ouvrard, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O ciclo arranca a 6 de novembro, às 21h00, na Igreja da Misericórdia, com o concerto "Transcrições e Improvisações para Órgão e Percussão". Rui Soares, no órgão, acompanha os percussionistas Marcelo Pinho e Rui Milheiro, num programa que explora o diálogo entre os dois instrumentos.
No dia seguinte, 7 de novembro, às 10h00, a Igreja Matriz de Arrifana recebe uma masterclasse de improvisação orientada por Baptiste-Florian Marle-Ouvrard. Nesse mesmo dia, às 16h00, a Igreja Matriz de Paços de Brandão acolhe Sérgio Silva, com um programa dedicado ao stylus phantasticus no tempo do Advento.
O organista francês regressa à Igreja Matriz de Arrifana a 8 de novembro para apresentar o concerto a solo "Órgão, Literatura e Improvisação". O repertório inclui obras de Sweelinck, Bach, Mozart, Mendelssohn e Jehan Alain, terminando com uma improvisação do intérprete.
A programação prossegue a 15 de novembro, na Igreja Matriz de São Paio de Oleiros, com um concerto para órgão e flauta transversal. Filipe Veríssimo, no órgão, e Luís Meireles e Leonor Paiva, nas flautas, apresentam um repertório centrado em Bach e nos seus contemporâneos.
A 22 de novembro, a Igreja Matriz de Gião recebe o ensemble espanhol Miscelánea XVIII-21, com o concerto "Miscelânea XVIII – Corne Inglês e Órgão". Francisco Gil, no corne inglês, e Saskia Roures, no órgão, interpretam obras dos séculos XVIII e XIX.
O ciclo termina a 29 de novembro, na Capela de São Miguel, em Lourosa, com "Grandes Formas, Pequeno Formato", por Pedro Monteiro, no órgão positivo. O programa reúne obras de Bach, Mozart, Philip Glass, Ludovico Einaudi, Hans Zimmer e Joan Cabanilles, cruzando música erudita, minimalismo e bandas sonoras.
A iniciativa pretende valorizar os órgãos históricos e o património musical de Santa Maria da Feira, aproximando estes instrumentos de novos públicos através de diferentes formações e linguagens musicais.
Rui Soares, diretor artístico do ciclo, sublinha a importância de manter estes instrumentos ativos, afirmando que «um órgão que não é tocado é um património silencioso».
