O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exige a contratação imediata dos enfermeiros necessários na Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, alertando para a falta de profissionais e os riscos que esta situação representa para a segurança dos cuidados prestados aos utentes, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Em comunicado, o sindicato reclama medidas urgentes ao Governo e ao Ministério da Saúde para assegurar o funcionamento dos serviços e responder às necessidades da população.
Entre as reivindicações está o reforço da capacidade de internamento, nomeadamente com a abertura da Medicina C e de uma unidade de internamento de cuidados intermédios de Medicina. O SEP aponta a permanência de doentes durante três, cinco ou mais dias no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, defendendo a criação de respostas adequadas para evitar estas situações.
A estrutura sindical exige ainda a aprovação dos Planos de Desenvolvimento Organizacional e dos respetivos mapas de pessoal, bem como a abertura de concursos para as categorias de enfermeiro especialista e enfermeiro gestor, considerando que a falta destes procedimentos condiciona a progressão na carreira.
O SEP defende também o cumprimento das dotações seguras de enfermeiros por doente e rejeita a desvalorização da profissão face a outras carreiras da saúde.
O sindicato considera que o reforço dos recursos humanos é essencial para garantir cuidados de saúde seguros e de qualidade na ULS da Guarda e adverte que a ausência de respostas poderá levar ao endurecimento das formas de luta.
