Mais de 400 pessoas concentraram-se esta terça-feira, 20 de outubro, na Praça 8 de Maio, em Coimbra, numa iniciativa de solidariedade com as acampadas de Lisboa e do Porto e de reivindicação de medidas para responder à crise habitacional em Portugal. A Central Press acompanhou e fotografou o momento.
A concentração teve início pelas 19h00, junto à Câmara Municipal de Coimbra e ao Mosteiro de Santa Cruz, e juntou participantes que contestaram as dificuldades de acesso à habitação, o aumento dos preços do arrendamento e da compra de casa e a atuação policial nos acampamentos das duas cidades.
Entre cartazes e palavras de ordem, os manifestantes reivindicaram o direito à habitação. "Eu quero um teto, eu quero um chão, quero o direito à habitação" foi uma das frases entoadas durante a concentração, que decorreu num ambiente de protesto pacífico.
A iniciativa foi convocada pelo movimento Não Dá Mais Para Viver Assim, que apelou à mobilização da população para exigir respostas públicas à crise habitacional e manifestar solidariedade com os participantes nas acampadas de Lisboa e do Porto.
Durante a concentração em Coimbra, os participantes defenderam o reforço da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para arrendamento e medidas de combate à especulação imobiliária. A organização destacou também as dificuldades sentidas pelos estudantes numa cidade onde muitos dependem do arrendamento de quartos para frequentar o ensino superior.
A concentração contou com a participação de pessoas de diferentes idades, que associaram o acesso à habitação a um direito fundamental e defenderam respostas que permitam reduzir as dificuldades de quem procura casa.
A iniciativa de Coimbra integrou uma jornada de protestos pelo direito à habitação que voltou a mobilizar pessoas em várias cidades portuguesas, num contexto de contestação às condições de acesso a casa e às intervenções policiais nos acampamentos de Lisboa e do Porto.
