A primeira edição da mostra “Arquitetura pelo Meio” levou o cinema, a dança e o debate sobre o espaço urbano ao auditório da Junta de Freguesia de Oliveira de Azeméis, durante dois dias. A iniciativa procurou aproximar a população da arquitetura e do planeamento urbano, explorando a sua relação com a cultura, a arte e a vida em comunidade, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Organizado pelo Município de Oliveira de Azeméis, em parceria com a União de Freguesias de Oliveira de Azeméis, a PI5O – Arquitetura e a Gaivina de Agueiro, o evento apresentou diferentes perspetivas sobre a arquitetura, para além da conceção de edifícios e dos projetos urbanísticos.
No balanço da iniciativa, Ana Filipa Oliveira, vereadora com os pelouros da Cultura, Planeamento e Gestão Urbanística, destacou a importância de valorizar o trabalho dos arquitetos locais e o seu contributo para a qualidade e a transformação do território.
Segundo a autarca, a mostra permitiu também aproximar os cidadãos do planeamento urbano e da cultura da cidade, promovendo o diálogo entre técnicos e comunidade e mostrando a arquitetura como uma disciplina que ultrapassa o desenho técnico e a dimensão formal da profissão.
O programa incluiu a exposição “As Varandas de Matos Barbosa”, dedicada à história e à memória local, e a performance de dança “Casa Não Cabe no Corpo”, com coreografia e interpretação de Ana Nunes e coprodução de Andreia Soares.
A iniciativa contou ainda com a exibição de curtas-metragens e documentários sobre habitação e espaço urbano. A programação terminou com debates abertos, nos quais especialistas e público discutiram o futuro das cidades.
A mostra “Arquitetura pelo Meio” procurou, assim, cruzar diferentes expressões artísticas e conhecimentos técnicos para incentivar a reflexão sobre a forma como os espaços são concebidos, vividos e transformados pelas comunidades.