A obra "O Peixe" (2016), do artista brasileiro Jonathas de Andrade, vai circular por escolas da região durante outubro e novembro, no âmbito do programa educativo da Anozero’26 – Bienal de Coimbra, em colaboração com o Plano Nacional das Artes (PNA), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa dá continuidade ao trabalho educativo da Bienal, coordenado por Jorge Cabrera, após o encerramento da exposição, em julho, e pretende aproximar a arte contemporânea das comunidades escolares através da exibição do filme e de atividades de reflexão e criação artística.
Em "O Peixe", uma comunidade de pescadores participa num ritual em que os peixes são abraçados no momento da pesca. O gesto, que acompanha a passagem dos animais para a morte, estabelece uma relação marcada pela tensão entre afeto, violência e domínio. A obra propõe uma reflexão sobre a relação entre humanos e animais e sobre a forma como as imagens constroem narrativas e influenciam a perceção da realidade.
O projeto educativo prevê a articulação da exibição com debates, exercícios de escrita criativa e atividades de expressão artística, antes, durante e após as sessões. A partir do filme, os estudantes serão convidados a explorar temas como o bem-estar animal, a memória coletiva, a empatia e a relação entre arte, corpo e território.
A circulação está prevista para os agrupamentos de escolas Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz, Lousã, Mealhada, Mira e Poiares.
A iniciativa integra a programação educativa desenvolvida em torno do tema Segurar, dar, receber. Entre fevereiro e abril deste ano, o projeto "Anozero vai às escolas" levou a obra "Não Aqui, Tampouco Agora", de Pedro França, ao Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste e às escolas secundárias José Falcão e Avelar Brotero, em Coimbra.
O programa incluiu ainda os Laboratórios de Criação «Caminhos que o barro molda com lembranças», com Juliana Marcondes, e «Uma palavra é muitas coisas», com Adriana Campos, que envolveram os estudantes em processos de experimentação e criação artística.
A circulação de "O Peixe" dá continuidade a uma estratégia de aproximação às escolas que tem marcado diferentes edições da Bienal, incluindo projetos educativos desenvolvidos em 2022 e 2023 em torno das obras Bibliotera, de Marta Lança e Marinho de Pina, e Eskola di Tarafe, de Filipa César e Sónia Vaz Borges.
Com esta iniciativa, o Anozero procura prolongar a atividade educativa para além do período expositivo e reforçar a ligação entre a criação contemporânea, as escolas e os territórios.