loading

- Publicidade -

Investigadores da UC descobrem nova variante de proteína com potencial anticancerígeno

Redação Central Press/
22/10/2026, 11h32
/
3 min
Imagem ilustrativa @freepik
Imagem ilustrativa @freepik

Uma equipa de investigação liderada pela Universidade de Coimbra (UC) identificou uma nova variante da proteína p53, denominada Delta246p53, que demonstrou, em laboratório, capacidade para induzir a senescência celular e inibir a formação de tumores. A descoberta poderá contribuir para aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos de controlo do cancro e do envelhecimento celular, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

O estudo foi conduzido pelo grupo de investigação em Envelhecimento Molecular, Química do RNA e Oncogénese do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal), sob a liderança de Marco Candeias.

De acordo com os investigadores, a Delta246p53 promove a senescência celular, um processo através do qual as células deixam de se dividir, e atua sobre várias vias que envolvem proteínas responsáveis pelo controlo deste mecanismo. Desta forma, poderá ajudar a limitar a multiplicação de células tumorais ou de células com danos.

A nova variante é produzida a partir do gene TP53, conhecido como o "guardião do genoma" devido ao seu papel na regulação da divisão celular, na resposta a danos no ADN e na prevenção da proliferação de células potencialmente perigosas. Alterações no funcionamento deste gene podem comprometer estes mecanismos de proteção e contribuir para o desenvolvimento de cancro.

Segundo Marco Candeias, a Delta246p53 apresenta funções específicas que poderão permitir compreender melhor a forma como a família de proteínas p53 regula a senescência celular.

"Se conseguirmos manter a expressão desta nova proteína restrita apenas às células em risco de transformação oncológica, poderemos perspetivar um possível prolongamento da esperança de vida, mantendo ou reforçando em simultâneo a defesa contra o cancro", afirma o investigador.

A possibilidade de aplicação clínica permanece, contudo, dependente de investigação adicional. Os resultados agora apresentados dizem respeito a experiências laboratoriais e não demonstram ainda que a proteína permita prevenir ou tratar o cancro, nem retardar o envelhecimento em seres humanos.

O trabalho contou também com a participação da Universidade de Quioto, no Japão, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e da Universidade de Trento, em Itália.

Os resultados foram publicados na revista científica Cell Death Discovery, num artigo intitulado New Delta246p53 isoform responds to DNA damage to enhance p53 family functions in cellular senescence («Nova isoforma Delta246p53 responde a danos no ADN e potencia as funções da família p53 na senescência celular»).

- Publicidade -

()Comentários

Comentários desabilitados

Os comentários para este artigo estão desabilitados.

Outros artigos em undefined

loading

- Publicidade -

Artigos de Opinião

loading