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Teatro Viriato estreia “Quimera”, espetáculo que questiona os modelos de feminilidade

Redação Central Press/
22/10/2026, 12h03
/
2 min
"Quimera" @DR
"Quimera" @DR

O Teatro Viriato, em Viseu, recebe a estreia de “Quimera”, uma criação de Caroline Bergeron, da companhia Caótica, que propõe uma reflexão sobre os modelos sociais de feminilidade e a liberdade individual. O espetáculo visual, sem palavras, sobe ao palco a 30 de outubro, numa sessão para escolas, às 10h30, e a 31 de outubro, às 16h00, numa apresentação destinada a famílias, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

Através do corpo, de objetos, da luz, das sombras, do canto e do humor, “Quimera” constrói uma narrativa visual que questiona as expectativas sociais sobre a forma como as mulheres devem parecer, comportar-se e movimentar-se.

A criação parte de uma investigação de Caroline Bergeron sobre a construção social da feminilidade e os condicionamentos que influenciam a forma como cada pessoa se vê e se apresenta ao mundo.

“Quimera nasce de uma inquietação minha em torno da feminilidade e da forma como esta é construída, condicionada e representada na nossa sociedade”, explica a criadora, que pretende levar o público a questionar as ideias e crenças que associa ao feminino.

Em vez de propor um modelo alternativo ou apresentar respostas definitivas, o espetáculo procura abrir espaço à descoberta individual, valorizando a diversidade de experiências, desejos e escolhas.

A criação resulta do trabalho de pesquisa desenvolvido por Caroline Bergeron e Sara Franqueira, incluindo residências artísticas no Teatro Viriato. A experimentação partiu de materiais e dispositivos simples, como panos, lanternas e um retroprojetor de acetatos, explorando as possibilidades da luz e das sombras.

A integração do corpo em movimento e do humor de Marta Cerqueira contribuiu para desenvolver uma linguagem cénica que deixa ao público espaço para interpretar as imagens a partir das suas próprias experiências.

Para Caroline Bergeron, a ambiguidade das sombras é central na relação com os espectadores, uma vez que permite sugerir sem revelar tudo e estimular a imaginação sem impor uma interpretação única.

A encenadora espera que a experiência incentive uma reflexão sobre a feminilidade e contribua para uma maior aceitação pessoal. O objetivo, afirma, é que o espetáculo seja recordado como “agradavelmente subversivo”.

Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira e no site do Teatro Viriato, bem como na BOL.

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