A Polícia Judiciária (PJ) sinalizou nove vítimas de tráfico de seres humanos para fins de exploração laboral em Portugal, no âmbito de uma operação internacional liderada pela Europol e pela Autoridade Europeia do Trabalho. A ação resultou ainda na constituição de quatro arguidos no país, três pessoas singulares e uma pessoa coletiva, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo a PJ, os arguidos, uma mulher e dois homens, todos cidadãos portugueses, e as vítimas, de nacionalidade estrangeira, estão ligados ao setor da restauração.
No total, em Portugal, foram identificadas 429 pessoas durante a operação, das quais 167 eram portuguesas. De acordo com a informação divulgada pela Polícia Judiciária, todos os cidadãos estrangeiros identificados tinham a documentação em ordem ou encontravam-se em situação de regularização.
A operação decorreu entre 14 e 20 de setembro, em 34 países, e envolveu, em território nacional, além da PJ, a Autoridade para as Condições do Trabalho, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia Marítima e a Autoridade Tributária e Aduaneira.
As ações abrangeram várias regiões do país e incidiram sobretudo nos setores da construção, agricultura, restauração, comércio, portos e infraestruturas marítimas.
A nível internacional, a operação culminou na detenção de 27 pessoas e na identificação de 248 potenciais vítimas de tráfico de seres humanos.
