A Praça 8 de Maio, em Coimbra, recebe esta terça-feira, 27 de outubro, às 18h30, uma concentração que junta reivindicações por um orçamento destinado à habitação e protestos contra a violência policial. No final, está prevista a realização de uma assembleia popular.
A mobilização decorre em simultâneo noutras cidades do país, nomeadamente Leiria, Faro, Porto e Lisboa, com os participantes a saírem à rua para contestar as políticas de habitação e exigir respostas às dificuldades de acesso a uma casa.
A iniciativa surge na sequência de outras ações realizadas em Coimbra nos últimos dias, incluindo a concentração "Não dá mais para viver", que contestou as medidas propostas para o regime de despejos e alertou para o aumento dos custos da habitação.
Nessa mobilização, uma das dinamizadoras, Rebeca Moore, defendeu que as alterações legislativas em discussão podem agravar a vulnerabilidade dos inquilinos. Entre as preocupações apontadas estiveram as condições de arrendamento, os valores das rendas e a pressão sobre quem tem rendimentos mais baixos.
A concentração desta terça-feira alarga as reivindicações à violência policial e à necessidade de reforçar o investimento público na habitação. A assembleia popular prevista para o final pretende dar continuidade à discussão e à organização coletiva em torno destas questões.
Além de Coimbra, estão agendadas concentrações às 18h30 junto à Fonte Luminosa, em Leiria, com a participação do Coro Popular de Leiria; na estação de metro da Trindade, no Porto; e em frente à Assembleia da República, em Lisboa. Em Faro, a concentração está marcada para as 19h00, na Praça da Liberdade, conhecida como Pontinha.