A exposição "Vozes pela Liberdade – Adriano Correia de Oliveira" vai estar patente na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, de 7 de novembro a 7 de dezembro, evocando o percurso e o legado do cantautor associado à resistência à ditadura e à luta pela liberdade, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A mostra integra o programa "50 anos da Constituição da República Portuguesa, 50 ideias pela Liberdade" e resulta de uma articulação com a Associação Adriano Correia de Oliveira. A exposição estará instalada no átrio e na sala polivalente da biblioteca.
A inauguração está marcada para 7 de novembro, às 16h00, no auditório da biblioteca, e inclui um momento musical com alunos do coro infantil do Choral Phydellius, dirigidos pela maestrina Marisa Morcela, e o violinista Manuel Pires da Rocha, membro da Brigada Victor Jara e professor do Conservatório de Música de Coimbra. O programa contempla ainda uma tertúlia dedicada à vida e obra do músico.
Nascido no Porto, a 9 de abril de 1942, Adriano Correia de Oliveira cresceu em Avintes, Vila Nova de Gaia, e estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde participou na vida cultural e académica. Foi neste contexto que desenvolveu o seu percurso musical, marcado pela ligação à poesia e à intervenção cívica.
A interpretação de "Trova do Vento que Passa", com poema de Manuel Alegre, tornou-se um dos símbolos da resistência estudantil e da oposição ao Estado Novo. Ao longo da carreira, o cantautor interpretou poemas de vários autores portugueses, associando a música à expressão cultural e política.
Depois do 25 de Abril de 1974, manteve a atividade musical e a participação em iniciativas culturais. Morreu em 1982, aos 40 anos, deixando uma obra ligada à história da canção portuguesa de intervenção.
A exposição propõe um percurso pela vida e obra do artista, cruzando música, poesia e memória no âmbito das comemorações dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa.