Pedro Santana Lopes apelou aos 30 dirigentes que assumiram funções na Câmara Municipal da Figueira da Foz para que reforcem o compromisso com o serviço público e com a comunidade. A cerimónia de tomada de posse decorreu esta quinta-feira, 29 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A assinatura dos termos de aceitação formalizou a entrada em funções de cinco diretoras de departamento, 17 chefes de divisão e oito chefes de serviço. A sessão foi presidida pelo presidente da Câmara, acompanhado pelos vereadores Olga Brás, Cláudia Rocha, Ricardo Silva e João Martins.
Na intervenção, Santana Lopes destacou a responsabilidade dos dirigentes e trabalhadores municipais na defesa dos interesses do concelho e na resposta às necessidades da população. O autarca apelou ao espírito de equipa e pediu aos novos responsáveis que "vistam a camisola da Câmara da Figueira da Foz", sublinhando a importância do sentido de pertença à organização e da cooperação entre os serviços.
O presidente da Câmara anunciou também novas etapas na reorganização dos serviços municipais, entre as quais a criação da Polícia Municipal e a disponibilização de novos espaços de trabalho, refeição e convívio para os funcionários. Sobre a futura Polícia Municipal, afirmou que o concelho "precisa muito" deste serviço, referindo a integração de profissionais que virão reforçar a estrutura.
A preparação do próximo orçamento municipal e a relação com as juntas de freguesia foram outros dos temas abordados. Santana Lopes salientou a importância de cumprir os protocolos estabelecidos com as freguesias, nomeadamente na gestão do espaço público, mas reconheceu que a definição de prioridades poderá gerar divergências.
O autarca defendeu que o orçamento não deve corresponder a uma acumulação de reivindicações das diferentes entidades, mas resultar de um equilíbrio entre as necessidades identificadas e a capacidade de resposta financeira do município.
No final, Santana Lopes reforçou a disponibilidade do Executivo para trabalhar em articulação com os dirigentes municipais, afirmando que a cooperação entre os responsáveis políticos e os serviços deve ter como objetivo comum o serviço à população da Figueira da Foz.