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PCP debate gestão do Mondego e alerta para problemas ambientais na Região

Redação Central Press/
03/11/2026, 10h38
/
3 min
Debate “O Mondego e as margens que oprimem” @PCP Coimbra
Debate “O Mondego e as margens que oprimem” @PCP Coimbra

O Partido Comunista Português (PCP) promoveu, na Assembleia Figueirense, na Figueira da Foz, o debate "O Mondego e as margens que oprimem", dedicado à gestão da água pública, à defesa do rio Mondego e aos impactos ambientais e industriais na região. A iniciativa reuniu especialistas, investigadores e dirigentes do partido, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

Na abertura, Vladimiro Vale, membro do Secretariado e da Comissão Política do PCP, alertou para as consequências da redução de meios, trabalhadores e competências das estruturas públicas responsáveis pela gestão de albufeiras e obras hidráulicas.

O professor e investigador Fernando Seabra Santos abordou a gestão das infraestruturas hidráulicas no Baixo Mondego, defendendo a reparação dos diques e a conclusão de obras pendentes. Entre as intervenções que considerou necessárias apontou a regularização das fozes dos rios Ega, Arunca e Foja, a conclusão dos leitos periféricos Norte e Sul, a construção da Estação Elevatória de Lares e da Barragem de Girabolhos, bem como a criação de uma unidade de gestão dedicada a toda a bacia hidrográfica.

A proliferação de espécies invasoras e os desequilíbrios nos ecossistemas fluviais estiveram em destaque na intervenção da professora e investigadora Elisabete Marchante. A especialista defendeu medidas de prevenção, identificação precoce e sensibilização das comunidades, além da utilização de espécies autóctones.

Já o professor e investigador Hermínio Sousa centrou-se no planeamento industrial, defendendo avaliações de impacto ambiental que considerem os efeitos individuais e cumulativos dos projetos, a divulgação de balanços hídricos e o acesso público a informação sobre os consumos de água das unidades industriais.

Durante o encontro, Adelaide Gonçalves, da Direção da Organização Regional de Coimbra (DORC) do PCP, contestou a construção da unidade industrial Bioadvance, na Figueira da Foz, que o partido considera não dispor do licenciamento adequado.

O debate abordou ainda situações de poluição industrial em cursos de água, nomeadamente no rio Cobral, em Oliveira do Hospital, a perda da Bandeira Azul em praias fluviais da Lousã, que o PCP associou a falhas no saneamento básico e no tratamento de efluentes agropecuários, e a expansão de projetos de prospeção e exploração mineral e de áreas de construção junto às margens dos rios.

No encerramento, os participantes defenderam a conclusão da obra hidroagrícola do Baixo Mondego e a instalação de comportas na foz do rio Pranto, com o objetivo de travar a intrusão salina.

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