Joana Vanessa Ribeiro Bernardo Loureiro, docente universitária e investigadora, recebeu o Prémio João Ataíde 2024 pelo projeto "AtiVida", que procura aproximar a investigação científica das necessidades das comunidades nas áreas da saúde e do envelhecimento. A cerimónia decorreu na tarde de 4 de novembro, no Quartel da Imagem, na Figueira da Foz, onde foi também apresentada a edição de 2026 da iniciativa, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A distinção é atribuída pela Região Metropolitana de Coimbra – Comunidade Intermunicipal (RMC-CI) e pretende reconhecer projetos que contribuam para o desenvolvimento do território através do conhecimento, da inovação e do compromisso com as comunidades.
O projeto "AtiVida" foi destacado pela sua abordagem à criação de respostas mais inclusivas e sustentáveis, aproximando a investigação científica das necessidades concretas da população. Na cerimónia, a presidente da RMC-CI, Helena Teodósio, salientou a relevância da iniciativa num território marcado por diferentes realidades e desafios demográficos, nomeadamente o envelhecimento da população.
Joana Loureiro considerou a distinção uma honra e uma responsabilidade acrescida, associando-a também ao legado de João Ataíde, antigo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. A investigadora afirmou que recebe o prémio como um incentivo para continuar a desenvolver trabalho nas áreas da investigação, do ensino e da saúde, defendendo que o conhecimento deve traduzir-se em benefícios concretos para as comunidades.
A cerimónia incluiu ainda várias intervenções em memória de João Ataíde, com referências à sua proximidade à população, dedicação ao serviço público e contributo para o desenvolvimento regional.
Em representação da família, a filha, Sara Ataíde, destacou a importância que o antigo autarca atribuía aos jovens e à criação de oportunidades entre gerações. Considerou que o projeto vencedor acompanha essa visão, ao aproximar a inovação e a experiência das gerações mais velhas.
Também o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, recordou a relação de proximidade que João Ataíde mantinha com a população, destacando a estima e o reconhecimento que continuam associados ao seu percurso. Helena Teodósio e o secretário executivo da RMC-CI, Jorge Brito, sublinharam igualmente a importância de preservar a memória do antigo autarca através de iniciativas que valorizem as pessoas e o território.
Durante a sessão foi apresentada a edição de 2026 do Prémio João Ataíde, subordinada ao tema «A Inteligência Artificial ao serviço das pessoas». As candidaturas abrem em dezembro e destinam-se a iniciativas, estudos e projetos que explorem o potencial da inteligência artificial na resposta a desafios regionais.
A próxima edição pretende distinguir soluções com aplicação concreta no território e potencial de replicação nos municípios da Região de Coimbra.