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"O Grande Incêndio" com últimos espetáculos

Redação Central Press/
11/06/2025, 16h33
/
3 min
"O Grande Incêndio" @Eduardo Pinto
"O Grande Incêndio" @Eduardo Pinto

A mais recente criação d'A Escola da Noite – “O Grande Incêndio”, de Roland Schimmelpfennig – despede-se esta semana de Coimbra. As últimas sessões podem ser vistas de quinta, dia 12 de junho, a domingo, dia 15 de junho no Teatro da Cerca de São Bernardo. O espetáculo é uma co-produção com o Sarabela Teatro (Galiza) e fala-nos de “uma fenda entre mundos que cresce cada vez mais”, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Com tradução de António Sousa Ribeiro e encenação de Ánxeles Cuña Bóveda, “O Grande Incêndio” estreou em Coimbra no passado dia 29 de maio. Escrita em 2017 por encomenda do Teatro Nacional de Mannheim, na Alemanha, a peça é uma fábula moderna sobre duas vilas situadas num vale, junto a um regato e separadas por uma ponte.

"De um lado do regato crescem vinhas e do outro pastam bois, vacas, cavalos e ovelhas. De súbito, ocorrem diferentes eventos – uma seca, inundações, uma estranha febre contagiosa, um grande incêndio – que afectam apenas uma das povoações, enquanto a outra entra num período de prosperidade económica. Perante as catástrofes ambientais, cresce a desigualdade e aumenta a distância física e emocional entre as vilas irmãs, levando à destruição dos laços comunitários que as uniam".

O texto fala de desastres naturais e de desastres culturais – "dos que não podemos evitar e dos que criamos ou ajudamos a agravar, por acção ou omissão". "De prenúncios a que só demasiado tarde prestamos atenção, do crescimento das desigualdades e das injustiças com que nos habituamos a conviver, da forma como deixamos que nos dividam, entre povos, entre vizinhos, entre famílias. Fala-nos, nas palavras do próprio autor, de “uma fenda entre mundos” que “cresce cada vez mais”.

De uma forma poética – afirma a encenadora –, a peça descreve-nos “como os amigos se convertem em inimigos, como os desastres naturais dividem o mundo em ricos e pobres e como aparecem as injustiças que enformam a vida das pessoas”.

Roland Schimmelpfennig nasceu em Göttingen, Alemanha, em 1967. Depois de um longo período como jornalista em Istambul, estudou encenação na Otto-Falckenberg-Schule de Munique.

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