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Sentimento de insegurança e de falta de ordem em Coimbra gera petição para reativação da EIR

Redação Central Press/
13/06/2025, 14h33
/
4 min
Equipa de Intervenção Rápida de Coimbra ©DR
Equipa de Intervenção Rápida de Coimbra ©DR

O desmantelamento da segunda Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra, ocorrido em fevereiro de 2024, continua a gerar contestação por parte de elementos das forças de segurança e da população local.
A decisão, tomada após um conjunto de baixas médicas de agentes, no dia de um jogo entre União de Leiria e Sporting, foi justificada oficialmente pela PSP como uma reorganização necessária para manter a atividade operacional. No entanto, entre alguns agentes, a medida foi interpretada como uma retaliação face ao crescente descontentamento laboral nas forças de segurança.
Note-se, foi referido que a 2 EIR de Coimbra estava de serviço em Coimbra, na altura.

Na sequência do encerramento da equipa, cerca de 100 elementos da PSP, da GNR e dos Serviços Prisionais juntaram-se, na altura, à porta do Comando Distrital da PSP de Coimbra, numa homenagem simbólica aos colegas da equipa dissolvida. Vestidos com t-shirts pretas onde se lia “Todos juntos somos um”, com os emblemas das três forças, os participantes empunhavam bandeiras nacionais e manifestavam solidariedade com os operacionais afetados pela decisão.

À data, segundo relatos de agentes no local, a medida foi encarada como “um castigo”, ainda que, como frisaram, a equipa “tenha feito tudo pela cidade”. Para alguns o desmantelamento foi consequência direta do descontentamento crescente entre os agentes, nomeadamente pela desigualdade no pagamento de subsídios face à Polícia Judiciária.

Apesar das críticas, a PSP sustentou que a alteração teve como objetivo garantir o normal funcionamento das operações de segurança na cidade, após as ausências simultâneas comprometerem a eficácia da equipa.

Focos de violência que se verificaram, por exemplo na Baixa de Coimbra, têm desencadeado insatisfação e receio numa grande fatia da população, que por sua vez exige o restabelecimento da equipa que proporcionava o sentimento de ordem e segurança que para muitos já não existe.

Os episódios deram origem à criação de um movimento de apoio à reativação da EIR, que lançou uma petição pública com o objetivo de levar o caso à Assembleia da República. A petição, que esteve disponível online e em papel pelas ruas de Coimbra, encerrou a 2 de junho e recolheu vários milhares de assinaturas.

No próximo dia 18 de junho, quarta-feira, está prevista uma nova concentração, convocada pelo grupo de apoio aos agentes. A iniciativa tem início marcado para as 19h00, junto ao edifício do Banco de Portugal, com uma caminhada simbólica até à Câmara Municipal de Coimbra, onde será formalmente entregue a petição.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, os organizadores apelam à presença de todos os que reconhecem “o trabalho que a 2.ª equipa fez perante a sua cidade e seus cidadãos”.

Sob o lema “Por uma Coimbra mais segura”, o movimento insiste na necessidade de reativar a equipa com os mesmos agentes anteriormente destacados para este serviço, agora dispersos pelas esquadras da cidade. Os promotores da petição consideram que “Coimbra bateu no fundo” após a dissolução da EIR e apelam à “coragem política para recuar na decisão”, sublinhando que “assumir um erro faz parte da vida”.

A par da entrega da petição, os organizadores afirmam estar a recolher relatos de alegadas situações de insegurança registadas na cidade desde a dissolução da equipa, que pretendem anexar como justificação adicional para a reversão da medida.

A decisão sobre uma eventual reativação da equipa cabe agora às entidades competentes, num contexto em que persistem tensões relacionadas com condições laborais nas forças de segurança e com a perceção de segurança urbana em Coimbra.

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