Pedro Silva, da equipa profissional de ciclismo Anicolor / Tien21, é vice campeão nacional de Fundo nos Campeonatos Nacionais de Estrada 2025, concluindo em 2.º lugar a prova em Elites, que se disputou ontem, dia 29 de junho em Ourém, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O corredor da estrutura de Águeda esteve muito perto de conquistar a camisola de Campeão Nacional, numa luta “mano a mano” até à linha da meta, onde Ivo Oliveira (UAE Team Emirates XRG) foi mais forte, sagrando-se Campeão Nacional de Fundo. Balanço positivo para a Anicolor / Tien21 nestes Campeonatos Nacionais 2025, que trouxeram também o 2.º lugar do Contrarrelógio em Elites – através de Rafael Reis –, com os Sub-23 em bom plano e boas prestações dos atletas além-fronteiras, como foi o caso de Espanha, França e Reino Unido.
"Mais um dia de calor intenso nos Campeonatos Nacionais em Ourém, com os atletas que disputaram a prova de Fundo Elites a enfrentar 179,3 km que contaram com uma volta longa, seguida de três voltas ao circuito, que integravam a subida ao Castelo de Ourém. Muito sobe e desce com a corrida a terminar à quarta passagem pela meta, onde Ivo Oliveira bateu Pedro Silva, ao sprint, na reta final de Ourém", lê-se no comunicado.
Antes disso a corrida foi animada pela fuga do dia, que surgiu aos 47 km, constituída por um grupo de oito corredores, onde Ivo Oliveira e Pedro Silva foram protagonistas. Fruto de algumas movimentações, o grupo passaria depois a 11 unidades. Foi à entrada da última volta, com 02m05s de diferença para o pelotão, que se destacou um trio na frente, sendo Ivo Oliveira e Pedro Silva dois deles.
A subida resultou na seleção final, onde tudo se decidiria ao sprint entre a dupla Oliveira e Silva. Apesar de Pedro Silva ter entrado em vantagem na última curva, foi Ivo Oliveira quem se revelou mais forte, vencendo em Ourém.
“No ciclismo fazem parte estas situações. Sabia quer era menos rápido que o Ivo e por isso tinha de atacar a corrida para chegar sozinho. Dei o meu melhor, o Ivo não quebrou e ganhou, aproveito para o felicitar pela vitória. Trabalhei muito para estes Campeonatos Nacionais, porque sonhava com a camisola. O meu Diretor Desportivo, Rubén Pereira, ainda acreditava mais que eu próprio. Sem dúvida que o 2.º lugar é um bom resultado, mas acabo por estar desiludido, porque queria muito ganhar. É um resultado muito bom, vamos ter agora o Troféu Joaquim Agostinho e a Volta, vai servir de motivação para trabalhar ainda mais para estes próximos objetivos”, disse Pedro Silva.
Já Rúben Pereira, diretor desportivo da Anicolor / Tien21, avançou que “acaba por ser um balanço muito positivo destes Campeonatos Nacionais, apesar de ter aqui um sabor agridoce, com o 2.º lugar no contrarrelógio dos Elites e na prova de Fundo dos Elites. Por um lado, saímos muito satisfeitos porque demonstrámos que estamos num nível muito alto, mas por outro, acabámos por não atingir aquilo que nós realmente ambicionávamos, que era ser Campeões Nacionais. Contudo, fica aqui uma grande exibição de toda a equipa no dia de hoje. Fizemos por tudo para ganhar, por levar o título para casa, toda a equipa esteve bastante bem, com um grande trabalho de Rafael Reis, de Fábio Costa, Gonçalo Oliveira, José Sousa, e claro, rematado por Pedro Silva, que foi um corredor que hoje mostrou-se o mais forte. Mas nem sempre ganham os mais fortes e há que dar os parabéns ao novo Campeão Nacional e seguirmos focados nos próximos objetivos”.
Também foi disputada neste domingo de calor a prova de Fundo em Espanha, com a Anicolor / Tien21 a fazer-se representar por Rubén Fernández e Xavier Cañellas. De acordo com Paulo Figueiredo, diretor desportivo da Anicolor / Tien21 em Espanha, “viemos para estes Campeonatos Nacionais de Espanha sabendo que eram dos mais duros dos últimos anos. O contrarrelógio foi uma crono escalada, já dentro da Serra Nevada, o que seria muito complicado para todos. Alinhámos com Rubén Fernández, que sendo um atleta que sobe bem, faria um teste para saber da sua condição física, visto que estamos a caminhar a passos largos para a Volta a Portugal. A prova não foi o que mais esperou, pensava que faria melhor, teve boas sensações no início, mas quebrou no meio, e voltaram as boas sensações no final. Contudo, no geral não correu assim tão bem como o próprio desejaria”.
Ontem, na prova de Fundo “alinhámos com Rubén Fernández e Xavier Cañellas para uma corrida bastante dura, até porque o calor que se fazia sentir, aliado ao percurso e distância que se ia percorrer, fez destes atletas verdadeiros campeões, com condições muito adversas e um percurso muito duro. Rubén Fernández integrou a primeira fuga do dia, que se manteve até bem perto dos 100 km, altura em que o pelotão endureceu e muito o ritmo e aí todo o pelotão foi dividido em pequenos grupos, não conseguindo os nossos atletas resistir nesses grupos. Mesmo assim, Rubén ainda conseguiu terminar dentro do terceiro pelotão, já Xavier Cañellas não concluiu a prova”, rematou Paulo Figueiredo.
