A cidade de Coimbra vai receber, nos próximos dias 23, 30 e 31 de Maio, duas iniciativas dedicadas à celebração da cultura africana e lusófona, promovidas pela Casa de Angola de Coimbra, no âmbito das comemorações do Dia de África.
Sob o lema da partilha cultural, integração e valorização das comunidades migrantes, o programa inclui o evento “Kizomba na Rua”, no Terreiro da Erva, e uma Feira Gastronómica Lusófona, na Praça da Lusofonia.
A primeira iniciativa está marcada para o dia 23 de Maio de 2026, a partir das 17 horas, no Terreiro da Erva. O projecto “Kizomba na Rua” pretende transformar o espaço público num ponto de encontro entre culturas, gerações e histórias, através da música e da dança africana.
Com a participação de escolas de kizomba da região Centro e DJs da comunidade africana, o evento assinala o Dia de África, data que celebra a criação da Organização da Unidade Africana, actualmente designada União Africana.
Segundo o comunicado enviado à Central Press, a iniciativa pretende promover “alegria, cultura e movimento”, reforçando a ligação entre as comunidades africanas e a cidade de Coimbra.
A organização destaca que a kizomba, nascida em Angola e hoje difundida em vários países, representa um importante símbolo cultural e identitário. Ao ocupar o espaço público, a dança torna-se também uma ferramenta de aproximação social, integração e combate a estereótipos.
“Ocupar a rua com cultura africana pode ser uma forma de afirmar presença, integração, identidade e pertença, especialmente em contextos de diáspora”, refere o comunicado.
Além do carácter simbólico, a iniciativa aposta igualmente no convívio e na celebração comunitária, promovendo a participação de pessoas de diferentes origens, entre residentes, turistas, africanos e descendentes.
Já nos dias 30 e 31 de Maio, a Praça da Lusofonia acolhe uma Feira Gastronómica Lusófona dedicada à diáspora africana e lusófona em Coimbra.
O evento reunirá sabores e tradições gastronómicas de países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste.
De acordo com a organização, a feira pretende ser mais do que um espaço dedicado à comida, funcionando também como instrumento de preservação cultural, valorização das origens e fortalecimento das redes entre comunidades lusófonas.
A gastronomia é apresentada como uma forma de criar pontes entre culturas e proporcionar contacto acessível com diferentes tradições, permitindo dar visibilidade à presença africana e lusófona numa cidade universitária como Coimbra.
O comunicado sublinha ainda a importância económica destas iniciativas, que podem servir de montra para cozinheiros, pequenos negócios e empreendedores da diáspora, criando oportunidades de divulgação e rendimento.
A componente educativa também está presente, através da valorização da diversidade cultural e gastronómica africana, contrariando visões generalistas sobre o continente.
As duas iniciativas terminam com um objectivo comum: promover o convívio, a partilha e o bem-estar colectivo das comunidades lusófonas e da população em geral.
