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Autora da Figueira da Foz analisa o papel do associativismo no desenvolvimento do surf português

Redação Central Press/
19/07/2026, 12h06
/
4 min
Apresentação ©ADMS
Apresentação ©ADMS

Investigação apresentada na 13.ª edição da Revista Análise Associativa destaca a importância dos clubes e associações na evolução do surf em Portugal e evidencia o contributo da Figueira da Foz para o crescimento da modalidade.

A investigadora figueirense Micaela Durães apresentou este sábado, em Lisboa, um estudo dedicado ao papel do associativismo no desenvolvimento do surf em Portugal, integrado na 13.ª edição da Revista Análise Associativa, publicação que este ano incidiu sobre o tema "Associativismo Desportivo".

A apresentação decorreu na sede da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, reunindo investigadores, dirigentes associativos e representantes de diversas organizações do movimento associativo nacional para uma reflexão sobre a importância das associações no desenvolvimento desportivo, social e comunitário.

Entre os trabalhos apresentados, destacou-se o artigo "Associativismo, Desporto e Comunidade: Uma Análise do Papel do Surf no Contexto Português", no qual Micaela Durães analisa a evolução do surf português através da ação desenvolvida por clubes, associações e organismos federativos.

Associativismo como motor do crescimento da modalidade

Ao longo da investigação, a autora sustenta que o crescimento do surf em Portugal está profundamente ligado ao trabalho desenvolvido pelo movimento associativo, responsável por criar condições para a prática da modalidade, promover a formação de atletas, organizar competições e desenvolver iniciativas de inclusão social e educação ambiental.

O estudo evidencia igualmente o contributo das organizações associativas para a valorização económica e turística das zonas costeiras, demonstrando que o surf ultrapassa hoje a dimensão exclusivamente desportiva, assumindo também um papel relevante no desenvolvimento dos territórios.

Entre os principais desafios identificados encontram-se a sustentabilidade financeira das associações, a profissionalização da gestão e a necessidade de reforçar políticas públicas que valorizem o setor associativo enquanto parceiro estratégico do desenvolvimento local.

Segundo a investigadora, apesar desses desafios, o associativismo continua a desempenhar um papel determinante na consolidação da modalidade e na criação de comunidades mais participativas e resilientes.

Figueira da Foz em destaque

Uma parte significativa do artigo é dedicada ao concelho da Figueira da Foz, apresentado como um exemplo da forma como o movimento associativo pode contribuir para afirmar um território como destino de referência para o surf.

A investigação destaca iniciativas como o movimento cívico SOS Cabedelo, a criação da Associação de Desenvolvimento Mais Surf (ADMS) e o impacto do evento Gliding Barnacles, identificando estes projetos como exemplos da capacidade das organizações locais para gerar valor social, cultural, ambiental e económico.

A autora considera que estas experiências demonstram o potencial do associativismo enquanto elemento agregador de diferentes agentes locais, promovendo simultaneamente a preservação ambiental, o desenvolvimento turístico e a dinamização da economia ligada ao mar.

Percurso académico ligado ao desenvolvimento territorial

Natural da Figueira da Foz, Micaela Durães é doutoranda em Turismo na Universidade de Aveiro e investigadora da Unidade de Investigação GOVCOPP. É também fundadora e presidente da Associação de Marketing e Promoção Turística (AMPT) e integra a direção da Associação das Coletividades do Concelho da Figueira da Foz.

A sua atividade científica centra-se nas áreas do turismo, do desenvolvimento territorial e do movimento associativo, procurando analisar o contributo das organizações da sociedade civil para a valorização das comunidades e dos territórios.

Reflexão sobre o papel das coletividades

A apresentação da 13.ª edição da Revista Análise Associativa constituiu igualmente um espaço de debate sobre os desafios e oportunidades do associativismo desportivo em Portugal.

Ao reunir investigadores e dirigentes de diferentes áreas, o encontro reforçou a importância das coletividades e associações enquanto agentes ativos de desenvolvimento social, cultural, económico e desportivo, sublinhando o papel que estas organizações continuam a desempenhar na promoção da participação cívica e na dinamização das comunidades.

Obra ©ADMS
Obra ©ADMS

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