Há terapias que, para resultar, têm de acontecer em grande. Depois de Reportório Osório e Coletânea Estefânia, chega a hora da “Terapia de Casal”, o último espetáculo de um tríptico alimentado pelas canções de Luís Fernandes (letras) e Luís Cardoso (músicas). Sobe à cena a 10 de outubro, no CAA – Centro de Artes de Águeda, numa apresentação única que encerra o 25.º Festival O Gesto Orelhudo. Bilhetes já à venda.
“Terapia de Casal” junta a d’Orfeu AC, a Orquestra Filarmónica 12 de Abril e o Orfeão de Águeda para uma produção de grande formato, reunindo cerca de uma centena de intérpretes. Aos autores, juntam-se Joana Manarte, na interpretação vocal com Luís Fernandes, o guitarrista Davide Amaral e Paulo Zé Neto, no apoio à criação e enquanto diretor artístico do Orfeão de Águeda. Neste espetáculo, orquestra e coro serão dirigidos por Luís Cardoso.
“Terapia de Casal” é o culminar de um longo percurso artístico. Luís Fernandes e Luís Cardoso regressam ao universo musical de Reportório Osório e Coletânea Estefânia — a cujas carreiras estão também indelevelmente ligadas Sónia Sobral e Patrícia Lestre —, convocando personagens, canções e linguagens construídas e acarinhadas pelo público ao longo desse percurso. O imaginário musical dos Luíses ganha agora uma escala inédita, num grande acontecimento de palco para Águeda, que reúne os autores, as instituições e uma equipa criativa alargada.
“Terapia de Casal” propõe uma versão integral e definitiva do universo músico-teatral de Osório e Estefânia. As canções que deram corpo às histórias de todos os onze personagens, nas suas duas versões, encontram-se agora num só espetáculo, onde o quotidiano das relações afetivas e a eterna negociação entre masculino e feminino se tornam matéria de cena: aquilo que começa por ser uma disputa doméstica ganha proporções de grande concerto. Na exposta intimidade de um consultório, o palco será uma espécie de arena onde conflitos, cumplicidades e pequenas lutas conjugais assumem proporções épicas.
A escala do acontecimento não se mede apenas pelo número de artistas envolvidos, mas também pela configuração cénica especialmente concebida, com vários níveis, criando uma arquitetura de palco que sustenta a dimensão coral e orquestral do espetáculo. O desafio foi urdido entre os autores e as respetivas instituições, ao longo do último ano, numa criação que cruza diferentes gerações e experiências da prática musical e cultural de Águeda. A d’Orfeu AC, a Orquestra Filarmónica 12 de Abril e o Orfeão de Águeda encontram-se num mesmo palco, numa conjugação artística particularmente expressiva da capacidade de produção cultural do território.
Os bilhetes têm o custo de 10 euros.
