Será entregue presencialmente no próximo dia 8 de julho, na Assembleia da República, a Petição "Reativar a 2.ª Equipa da E.I.R. da PSP de Coimbra com os mesmos agentes", promovida pelo Movimento Reativar a 2.ª Equipa da E.I.R..
O documento reúne 10.565 assinaturas e surge na sequência de uma crescente preocupação com a insegurança e desordem sentida na cidade de Coimbra.
A entrega da petição será feita por uma delegação de cidadãos liderada pelo seu promotor, que já convidou vários representantes institucionais e políticos a estarem presentes neste momento simbólico e com forte carga cívica. A ação visa chamar a atenção dos deputados para o que é entendido por muitos como um vazio operacional na resposta policial, desde a extinção da segunda equipa da EIR (Equipa de Intervenção Rápida) da PSP em Coimbra.
A petição defende não só a reposição dessa equipa, mas também que o regresso seja feito com os mesmos agentes que a compunham originalmente, numa lógica de continuidade, experiência e eficácia.
Com o sentimento de abandono e de insegurança em alta, como já noticiado pela Central Press, no passado mês de junho, a petição ganhou força após vários episódios de perturbação da ordem pública, assaltos e confrontos que geraram um sentimento generalizado de insegurança entre os moradores, comerciantes e visitantes da cidade.
A extinta segunda equipa da EIR era, segundo os subscritores da petição, essencial para garantir presença e dissuasão em momentos críticos, nomeadamente à noite e em zonas de grande circulação.
Um apelo ao poder legislativo será o que a recolha de mais de dez mil assinaturas confere à petição a possibilidade de ser debatida em plenário, obrigando assim os grupos parlamentares a pronunciarem-se sobre o seu conteúdo.
Ao marcar a entrega presencial para o dia 8 de julho, Rui Marques e o Movimento pretende reforçar o impacto simbólico e político do movimento, dando voz a milhares de cidadãos preocupados com a segurança pública e o funcionamento das forças de autoridade em Coimbra.
O promotor sublinha que esta é uma causa apartidária e baseada apenas no interesse coletivo da segurança urbana. A presença de decisores políticos na cerimónia de entrega é, por isso, encarada como um sinal de reconhecimento da legitimidade da petição e da necessidade de respostas concretas.

